Na última semana de aulas, eu, juntamente com mais 4 colegas, fomos para a baixa de Lisboa armadas com uma câmara de filmar e um microfone perguntar às pessoas o que era o amor. Podía-nos dar para pior não?
No fundo, a nossa intenção era, a partir das respostas das pessoas, fazer uma reflexão acerca da forma como o amor é encarado pela sociedade actual. Tudo isto para, mais tarde, apresentar oralmente numa aula.
Depois de vermos o filme várias vezes, de termos cortado mil e uma respostas estúpidas e as nossas próprias gargalhadas e disparates, lá conseguimos, com bastante ginástica, reduzir um filme com mais de 40 minutos num filme de 13 minutos. E há que dar o mérito à minha colega Inês (caso contrário ela não me perdoaria), já que foi ela que fez a montagem do filme que, por sinal, acabou por ficar, simultaneamente, divertido e interessante.
Aliás, o filme deu-nos tantas ideias que a apresentação oral que deveria prolongar-se, no máximo, por meia hora acabou por demorar quase uma hora (mas enfim, acho que a professora até gostou...).
A verdade é que este trabalho me fez, de facto, refectir. Pensar que, se calhar, se me aparecessem na rua umas cromas de psicologia (como um certo rapaz nos chamou) a perguntar o que era o amor eu, muito provavelmente, ficaria a gaguejar sem saber o que responder.
Através do filme, apercebemo-nos que as pessoas remetem o amor para dois significados diferentes: o ter e o ser. O ter de ter amor, ter namorada, ter um casamento, ter alguém. O ser de sentir, de viver, de dar e de receber, de partilhar.
Mas o amor não é algo palpável, para que se possa possuir. O amor é algo que se vive. Não é possível ter alguém, é possível, isso sim, partilhar uma existência comum.
O amor tornou o Homem num ser social, é aquilo nos mantém unidos. No entanto, se o amor é o sentimento que faz de nós um ser tão especial, por que é que vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta e hedonista? Uma sociedade voltada para os interesses e em que cada um de nós lamenta os grandes males do mundo de braços cruzados.
Muitas vezes, esquecemo-nos que todos fazemos parte e compactuamos com essa sociedade carente de amor e que cabe a cada um de nós fazer algo para (re)educar o Mundo para o amor. Eu ainda não perdi a Fé pela Humanide. E tu?
Muitas coisas pequenas, em muitos lugares pequenos, feitas por muita gente pequena podem mudar o mundo.aa
Provérbio Escocês

4 comentários:
Ola querida :)
Ultimamente, tenho andado colada em imensos blogs, tenho lido imensos, começa até se tornar um hábito diário indispensável! E lembro me de pensar tantas vezes, que era uma pena nenhum dos meus amigos ter um!assim.. apesar da distância, daria para manter um bocadinho o contacto com a vida deles, e com esses pensamentos que afinal, sao um bocadinho de toda a gente. E assim foi! Ainda bem que o tens..Afinal, gostas tanto de escrever, tem toda a logica :) e qualquer dia.. quem sabe? Se nao faço o meu.. :P
Comentei neste texto, pq era o único que nao tinha nenhum comment, e depois de todos gostei particularmente. Deve ter sido um trabalho particularmente interessante.. ate pq pelas inumeras respostas diferentes que te deram, de certeza que te questionaste também sobre o q seria o amor!Olha, este texto teve esse efeito sobre mim...
E pronto.. acho q é só..
Espero q vais escrevendo regularmente, que eu vou sempre acompanhando :)
Muitos beijinhos
oi oi sofia!gande trabalho sim senhor :D
tb gostei mt de fz este trabalho, tb me fez pensar, e axo q consegui transmitir as ideias q queria.e axo q tu tb conseguist transmitir 1 pc das ideias q escrevest aki. gosto especialmente da ultima parte do teu texto, q cabe a cd um de nós fz algo p mudar o mundo!nem q seja uma coisa pekena!
o objectivo do nosso trabalho era q fizesse as pessoas reflectirem e axo q conseguimos isso, houve uma rapariga no final q disse: "vcs fizeram-me pensar em coisas pelas quais nunca tinha pensado antes", e agr a tua amiga disse que este teu texto tinha tido efeito sobre ela!axo q conseguimos o k keriamos :P
ps: é vrdd à k elogiar a ines o filme fikou mm fx! e foi mt fx fz akelas entrevistas tds! :D
O amor...ai ai...
depois de 45 minutos..cheguei ao fim..e nao resisto a comentar tb este post. acho que fazer esse trabalho deve ter sido muito educativo e divertido.
descobrir o que é o amor, através das opiniões de desconhecidos..haverá forma mais genuína de o fazer? Não.
e acho brilhante as conclusões a que chegas (chegaram?) - o ter e o ser. De facto, agora que penso, há duas formas de amor, e que voces o tenham identificado num trabalho de grupo revela muito sobre a qualidade da vossa pesquisa e da amostra de entrevistados.
Enfim. Acabo de comentar um post com um ano e meio! Mas..o amor tambem nao é um tema com prazo de validade..
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